quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Yoga, um caminho para corajosos





O Yoga tem como seu principal objetivo nos abrir para a luz que habita nosso interior, nos mostrar nossa verdadeira natureza luminosa e completa. No entanto para chegar a esta luz é necessário entrar em contato e ultrapassar a escuridão que encobre nossa felicidade plena. A prática de Yoga é como colocar-se de frente a um espelho, o espelho reflete verdadeiramente quem somos, vemos nele muito mais do que nosso melhor, mas também nossas dificuldades. E é aí que o Yoga se torna um caminho para pessoas corajosas, pois para nos olharmos de frente é necessário muita coragem. Além disso, é preciso coragem para de fato mudar nossos padrões de comportamento, afinal mudar significa deixar de lado o que conhecemos e nos abrirmos para o novo, o que causa certa insegurança.

Tomar consciência de quem somos e daquilo que não gostamos em nós, é o primeiro passo além de ser o mais importante e difícil em todo o processo de transformação. E o Yoga é esse processo, em que deixamos de ser o ser condicionado pelas experiências passadas e aprendemos a viver o momento presente. Como praticante de Ashtanga Vinyasa Yoga, muitas vezes questionei a seqüência de posturas da primeira série, sem entender exatamente o porquê de tantas posturas em pé, com flexões para frente, lateralidades, torções e somente no final a extensão da coluna. Com o passar do tempo e a prática contínua fui obtendo respostas, e a principal descoberta surgiu quando percebi a estreita relação entre a seqüência de posturas com o muladhara chakra. 

O muladhara chakra é o centro de energia responsável pela relação com a matéria densa, está diretamente ligado ao nosso instinto de sobrevivência, segurança interna e com construção da coragem necessária para nos olharmos de frente durante a prática de Yoga. Este chakra é representado graficamente por um quadrado com quatro pétalas, podemos relacionar as pétalas com as quadro direções das posturas da primeira série, flexão para frente, as lateralidades para direita e esquerda e finalmente as extensões da coluna. Durante toda a prática levamos energia para o muladhara chakra mantendo mula bandha, a contração da região do períneo e os esfíncteres do ânus e da uretra, fortalecendo e equilibrando a energia no chakra. As posturas em pé além de fortalecerem as pernas, proporcionam equilíbrio para o corpo e a mente, nos trazendo mais firmeza e coragem para andarmos com as próprias pernas e seguirmos em frente no caminho do Yoga, mesmo quando encontramos obstáculos.

Com o muladhara chakra fortalecido é possível atravessar o oceano desconhecido das experiências vividas no passado e gravadas em nosso subconsciente denominadas samskaras. Estas impressões no subconsciente nos impedem de viver o hoje e nos aprisionam em nossos condicionamentos. Somente navegando pelo oceano do samskara é possível fazer mudança, pois somente tomando consciência de nossos condicionamentos é possível dar um passo em direção a mudança. Com a segurança advinda da energia equilibrada do muladhara chakra podemos viver no presente sem medo do futuro e sem lembranças do passado que aprisionam. Para podemos caminhar pelo Universo do Yoga é necessário muito mais do que tapas (austeridade) e uma grande pitada de entusiasmo, esta caminhada requer muita coragem, pois quanto mais próximos chegamos da luz, maior se torna a nossa sombra.

Coragem e boas práticas!

Fonte: Camila Reitz

segunda-feira, 22 de outubro de 2012





"O Homem não é importante pelo seu Ego ou pela sua personalidade. 
O Homem é importante porque, como alma, ele é parte de Deus."
Paramahansa Yogananda

segunda-feira, 15 de outubro de 2012





O fracasso é importante e ninguém pode chegar a meta sem falhas.Se você falha, se tem desejos e problemas, eles desaparecerão.Simplesmente continua, repete seu sadhana, todos se desvanecerão e Deus te dará a fortaleza que necessitas para supera-los. Toda situação em que Deus te põe, é para teu próprio bem. Não desanime quando fracassar. Também fracassei. Estou fracassando neste preciso momento. Um mestre não pode te dar nada. É sua mente, seu prana e sua alma e seu esforço,  Acredite. Ninguém, nenhum mestre pode dar-te nada e nenhum mestre tem o poder que você tem. É sua confiança em você mesmo, tua fé em si mesmo e sua própria fortaleza que pode elevar-te acima do mundano, acima do redemoinho. Quer sair, Tente acreditar nisso a partir de agora. O fracasso nunca te fará fraco. Ele te fará forte. Não te preocupa pelo que dizem os outros. Alguns te louvarão  outros criticarão.Para um yogi ambos são enganos verbais. Um yogi não deve reagir perante palavras de louvor ou censura. (Swami Vishnudevananda)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Saṃsāra




A palavra saṃsāra até serve de nome para um perfume francês. Esta palavra define a sede por, ou a caçada de, experiências. Define a ideia de ir atrás de uma experiência, e mais uma, e mais uma, e mais uma, e mais uma, e mais uma, e mais uma... Buscar experiências nesta vida, buscar experiências depois da morte, buscar experiências noutras dimensões, onde for. Buscar experiências.
Sair do saṃsāra é parar de buscar experiências, ou parar de buscar a felicidade nelas. É também parar de ser afetado por memórias do passado daquelas que nos imobilizam, como complexos, culpas e outros. Até mesmo um macaco, se dotado de uma mente humana, irá sofrer. 
Porém, como os macacos e outros animais não são dotados desse tipo de mente característica dos humanos, eles simplesmente vivem suas vidas sem sofrer com nada que não seja satisfazer suas necessidades essenciais. Cavalos não precisam ir ao cabeleireiro. Macacos não usam jeans. Noutras palavras, eles não têm complexos nem problemas de autojulgamento.
Eles buscam as experiências, programados pelos instintos e a genêtica. O paradoxo da condicionamento humana é que, mesmo dotados do livre arbítrio, que é o que nos diferencia dos demais animais, não sabemos bem ao certo o que fazer com ele. Embora nos incomode a imperfeição, ela faz parte das nossas vidas.
A vida de saṃsāra é uma vida, assim, de experiências incessantes, onde tentamos caçar novas experiências que acreditamos serem boas, e procuramos fugir das experiências que percebemos como negativas ou indesejáveis. Assim, fazemos planos, buscamos realizar metas e objetivos. Nem sempre nossos planos e projetos dão certo. Às vezes as coisas funcionam como o esperamos, mas às vezes as nossas expectativas não são preenchidas.
A pergunta é se existe alguma experiência que seja perfeita, mas tão perfeita e que nos ajude a parar com essa roda do saṃsāra, que nos ajude a deixar de buscar a felicidade nas experiências. Essa experiência deveria ser uma experiência infinita, ilimitada, onde o experienciador, a experiência e o ato de experienciar não tivessem nenhuma diferença. Chamemos esta experiência de nirvikalpa samādhi [samādhi sobre a ausência de construções mentais].
Essa experiência, por outro lado, não poderia nem deveria ter um fim, pois o que define as experiências é justamente que elas começam, acontecem e terminam. Porém, a experiência de que estamos falando deveria ser infinita. Na hipótese de você ter uma experiência de nirvikalpa samādhi, e retornar dela, você veria as coisas diferentes? Veria as pessoas de maneira diferente?
Ora, acontece que o samādhi é apenas uma experiência com início, meio e fim e que, depois que ela termina, a pessoa que teve essa experiência reconhece que o saṃsāra continua. Portanto, o samådhi não resolve o problema.
Há pérolas de plástico hoje em dia. Parecem reais, mas são falsas. Da mesma maneira, há promessas no mundo da espiritualidade que são falsas, como essas pérolas. Tal experiência, simplesmente não existe. Se ela fosse real, não poderia ser subjetiva. É assim que as pessoas são enganadas, pois elas precisam se agarrar a alguma coisa, precisam acreditar numa solução mágica.
O que motiva a pessoa a buscar experiências? O que a impulsiona? Qual é a força motivadora? Um problema existencial: o problema da pessoas que vive, e quer viver, através de experiências. Sem experiências, ela acredita que não há vida. E, a solução para elas parece ser a busca de um tipo de experiência apenas: as prazerosas.
Assim, o apego às experiências prazerosas é o que nos leva a agir no mundo. Desta maneira, a pessoa se torna uma manipuladora do mundo, justamente para ter essas experiências, para atraí-las para si. O problema é que a inteira Humanidade está buscando fazer o mesmo, e é assim que o mundo funciona.
Essa é a razão pela qual buscamos esse tipo de promessa, para sair de vez desta montanha russa. Assim, as pessoas compram essas passagens para o paraíso, ou por causa da sedução de viver no céu, ou pelo medo do inferno, ou por qualquer outro motivo. Não vamos discutir aqui o ilógico e absurdo dessas promessas. Porém é certo que muita gente engole essas aboborinhas.
Assim, temos as promessas das religiões atuais, e as promessas de pessoas que também tentam nos iludir com promessas da espiritualidade nova era. No meio dessa variedade de ofertas, como você faz para se esquivar e encontrar algo que realmente preste? Conhecer uma coisa como errada nos permite conhecer todos os erros similares. Devemos ser capazes de ver esses erros. 
Isto não significa que devamos ficar o tempo todo julgando os demais ou o que eles fazem, mas manter o espírito crítico afiado para, como dizemos anteriormente, não engolir uma abobrinha inadvertidamente. Não precisamos descartar todas as crenças, mas podemos sim ver qual é a base delas e apreciar, mesmo quando não temos elementos para verificá-las, se fazem sentido à luz do contexto em que são feitas. 
Assim, há dois tipos de crença: uma delas, iremos chamar de confiança. A outra, de crença mesmo. Você é mais do que você acredita ser. Digamos que isso seja verdadeiro. Você precisa de confiança nesta afirmação, enquanto não consegue verificá-lá por seus próprios meios.
Digamos que você queira aprender a adivinhar o futuro. Você busca um curso na internet, encontra, se inscreve e aguarda a hora do curso começar. Até esse ponto, é tudo uma questão de confiança. Aqui, no estudo de Vedānta, é a mesma coisa. O que nós propomos aqui não é uma crença não verificável, mas uma confiança verificável. 
Como quando você aí atravessar a rua e aguarda o semáforo ficar verde para si. Você tem a confiança de que esse é o momento para atravessar, e que enquanto você vê o verde, os carros do outro lado do cruzamento estarao vendo o vermelho e irão parar. 
Viver é uma questão de confiança, portanto. Você respira ar, na expectativa de que o que você respira seja mesmo ar. Se você pudesse ver os microorganismos que entram no seu nariz, não ia querer respirar mais. Além dos nossos meios de conhecimento, tudo é uma questão de crença. Você não deveria descartar as crenças, mas examiná-las.
Om tat sat.
Tradução de Pedro Kupfer (http://www.yoga.pro.br)


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

COMO SE LIVRAR DE PENSAMENTOS INDESEJÁVEIS?

 


Esta é uma prática muito poderosa e eficiente que Patañjali chama no Yoga Sūtra (sūtra II:33) pratipakṣa bhāvana e que consiste no seguinte: "quando surgirem pensamentos indesejáveis, estes podem neutralizar-se convivendo-se com seus opostos" (vitarkabādhane pratipakṣabhāvanam). 

Vencer a tendência natural a se deixar arrastar pelo julgamento precipitado é um passo importante na caminhada que é o Yoga. Se meu problema for julgar levianamente, posso resolvé-lo de maneira eficiente quando exerço esta continência verbal. Isto quer dizer evitar o primeiro impulso para verbalizar uma ideia antes de que a análise de todos os fatores tenha sido concluída, para verificar se a minha apreciação coincide com a realidade dos fatos. 

E, depois de guardarmos para nós mesmos esse tipo de julgamento, poderíamos fazer ainda um exercício de aceitação da situação, reconhecendo que cada pessoa faz sempre seu melhor dentro das circunstâncias que lhe cabem, ainda quando as ações pareçam ter sido feitas de maneira deliberadamente errada.

Assim, exercendo essa autodisciplina que nasce da continência e do esforço sobre mim mesmo, da minha motivação pela superação e do foco que mantenho na prática, fortaleço e purifico meu psiquismo e minha força de vontade.

No início, este exercício poderá nos parecer difícil, dada a imensa força dos condicionamentos, porém, se quisermos ter uma ideia de a quantas anda a nossa evolução e o nosso crescimento emocional, este é um bom termômetro: conseguimos, de fato, evitar o impulso de nos queixar desnecessariamente ou de falar mal dos demais?

O resultado do pratipakṣa bhāvana é tornar a mente sattvika, i.e., equilibrada, harmoniosa e construtiva, de maneira que ela seja nossa aliada no crescimento interior. Essa mente purificada, por sua vez, nos ajudará a viver uma vida tranquila e dentro do dharma, o princípio da harmonia universal. Boas práticas! 

नमस्ते Namaste! 

FONTE: Pedro Kupfer

sábado, 29 de setembro de 2012

ACONTECEU:SEMANA MUNICIPAL DE YOGA DE 2012



Gratidão ao universo por ter recebido o convite para participar de um evento tão maravilhoso com pessoas lindas! muitas trocas positivas e todos vibrando em uníssono Ommmmm!!!













quinta-feira, 27 de setembro de 2012

VOCÊ ESTÁ AJUDANDO A ENTERRAR O HATHA YOGA?


 
 Afirma-se em alguns círculos de Yoga que o Hatha seria um método incompleto, incapaz de conduzir seus praticantes ao estado de iluminação, por utilizar apenas técnicas limitadas como a prática física (ásana) ou os exercícios respiratórios (pranayama). Há estudiosos e mestres de outras linhas que apresentam o Hatha como o mais básico e "materialista" dos Yogas existentes.

      De fato, existem muitas deformações e até caricaturizações desta ciência sagrada, fruto de ensinamentos descontextualizados e sem uma conexão direta com a corrente tradicional da Índia de hoje. Essas deturpações, fruto do despreparo de alguns, da popularização e até da banalização do Yoga em certos contextos, ocultam a verdadeira face desta disciplina.

      O Hatha Yoga, chamado igualmente Hathavidya (ciência do Hatha), é um ramo da soteriologia indiana. A palavra soteriologia deriva do grego, soterios, que significa salvação. Não está falando-se aqui de salvação no sentido religioso, de vida além da vida, ou de conquistar algum paraíso. Salvação, no contexto do Yoga, significa realização espiritual, libertação dos condicionamentos.

      Portanto, o Hatha Yoga é um sistema técnico que tem como propósito dar ao praticante a experiência da liberdade plena. Liberdade dos condicionamentos, da escravidão sensorial, das misérias existenciais, dos karmas passados, entre outros.

      Existem muitos termos sânscritos para definir esse estado, que é ao mesmo tempo o objetivo do Yoga: nirvana, moksha, samadhi, kaivalya, etc. Da mesma forma, existem muitos meios diferentes para realizar essa meta, assim como muitas visões diferentes sobre os caminhos a serem percorridos. O Hatha Yoga é um desses caminos.

      A proposta que o Hatha Yoga nos faz é que seria desejável a gente dedicar boa parte dos nossos esforços à realização da mais importante das tarefas. Essa tarefa é tríplice:

      1) Em primeiro lugar, o Hatha Yoga propõe o desenvolvimento de uma apreciação ética da existência e de uma vida de virtude, orientada para o desenvolvimento e a auto-descoberta interior.

      2) Em segundo lugar, o Hatha Yoga nos propõe o cultivo da saúde psicofísica em seu sentido mais amplo.

      3) Finalmente, como objetivo mais importante (muito embora não exclua os anteriores), o Hatha Yoga busca a realização do potencial espiritual do praticante, o estado de moksha.

      Portanto, o Hatha Yoga vai muito além dos seus aspectos visíveis, como os execícios de alongamento, força e flexibilidade, que são os mais conhecidos e populares hoje em dia.

       Atualmente, em parte graças à crescente popularização do Yoga, em parte devido a uma silenciosa campanha de manipulação dos meios de comunicação que tem o objetivo de confundir Yoga com ginástica, a palavra Hatha, assim como a própria palavra Yoga, é sinônima de exercício físico não muito forte, adequado para combater o estresse e outras mazelas da vida nas cidades.

      Quando a revista Veja publicou uma matéria intitulada "Ioga vira malhação" (maio de 2003), prestou um desserviço lamentável a seus leitores, pois confundiu ao invés de informar. Essa situação acontece porque o background filosófico desta antiga disciplina é freqüentemente negligenciado, ignorado, esquecido ou simplificado.



      O Hatha faz parte de uma corrente cultural ininterrompida, que tem suas raízes na Índia vêdica e que postula uma visão do ser humano no qual este faz parte de uma rede sutil e invisível que secretamente determina as formas do mundo manifestado.

      Essa rede, invisível e onipresente, chama-se prana. A palavra prana significa vida, ar, alento vital, respiração, e define o campo da consciência-energia. Esse campo da consciência-energia está presente tanto no macrocosmos quanto no plano humano e no microcosmos.

      O Hatha estuda os aspectos dessa rede sutil dentro do homem (como os princípios sutis chamados nadis, chakras, pranas, kundalini, etc), e ainda suas interrelações com a natureza e as outras formas de consciência presentes na criação.

      Nesse sentido, o Hatha não está separado nem é diferente de outros métodos como Kundalini, Laya, Mantra ou Raja Yoga, etc. Todas essas formas de Yoga (e muitas outras não mencionadas), se entremeam e interpenetram num grau tão profundo que é quase impossível diferenciá-las.

      Por exemplo, os mantras, entendidos como náda (vibração super-sutil), são intrínsecos ao Hatha, assim como o pranayama é essencial nas práticas de Kundalini Yoga.

      Portanto, faríamos muito bem em parar de falar no Hatha como "Yoga físico" apenas, e passar a apreciá-lo em seu devido contexto. De outra forma, repetindo os erros de visão e interpretação esgrimidos pela mídia, estaremos apenas contribuíndo para sepultar o Yoga na vala comum da comercialização e da banalização.

Autor: Pedro Kupfer

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O MITO DO ARCO-ÍRIS E OS CHAKRAS

Creio que foi a Shirley Maclaine que começou a divulgar uma distorção que veio para ficar no mundo do Yoga: a ideia de que as cores dos centros de força estejam associados às cores do arco-íris.

As cores corretas dos chakras, segundo o Satchakra Nirupana, um shastra seminal sobre o tema, estão associadas com os elementos terra, água, fogo, ar e espaço, e não com as cores do arco-íris.

Segundo esse shastra, as cores dos centros de força são as seguintes: ocre para o chakra básico, branco para o sexual, vermelho para o chakra do plexo solar, cinza para o cardíaco, prata para o da garganta, branco ouro para o chakra do intercílio e luz branca para o coronário.



domingo, 23 de setembro de 2012


“Aqueles que planejam elevar o padrão de vida hoje estão regando os galhos, as folhas e as flores da árvore da vida. Em vez disso, para nutrir a árvore, você deve alimentar e regar a raiz. Igualmente, para levar uma boa vida, você deve alimentar e regar as virtudes, que são as raízes, para que as flores de ações, palavras e pensamentos possam florescer em fragrância e produzir o fruto do serviço (seva) e o suco doce do contentamento (ananda). Planejar alimentos, roupas e abrigo é apenas promover o bem-estar da carroça. Planeje também o do cavalo, que é a mente. A mente deve utilizar os alimentos, as roupas, o abrigo e outros objetos no universo para o elevado propósito de escapar das amarras do ego rumo ao Universal.”
Sathya Sai Baba

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Aprendendo a Ser Feliz

Se você não está mais dando importância ao mal que se manifesta no mundo, você está aprendendo a ser feliz;
Se você já não pode manter seus pensamentos voltados para a ofensa que lhe fizeram no dia anterior, você está aprendendo a ser feliz;
Se você consegue viver os dias, um de cada vez, aproveitando as lições de maneira reflexiva, você está aprendendo a ser feliz.
Aprender a ser feliz é harmonizar-se com o nosso atual estágio evolutivo,é viver cada pedacinho desta etapa tendo consciência de que é somente uma etapa onde se espera que nos melhoremos mais.
Se você pode optar, escolha as alegrias, e desta forma estará facilitando a sua felicidade.
Se você pode escolher, escolha auxiliar aqueles que precisam perceber que nesta vida nada é muito difícil;
Quando o discernimento acontece, as decisões tornam-se claras, e podemos ter certeza de que somos aprendizes em sermos felizes;
A felicidade não é ter tudo o que se quer no mundo, é ter tudo de que se necessita dentro de nós mesmos,
Felicidade não tem relação com dinheiro, mas tem relação com saúde, especialmente espiritual, e, nesta busca, não importa qual religião seguir, mas sim, quais intenções seguir;
O discernimento é o melhor guia, no entanto, precisa ser treinado. A fé é a melhor companheira e pode guiá-lo,
O amor, a maior de todas as bênçãos, cria, organiza, melhora, transforma, proporciona paz e bem estar,
Transforma o inaceitável e o inabalável em uma suave canção.
Aprender a ser feliz é:
Encher-se de alegria quando o irmão é feliz,
Ser livre para estar bem em qualquer lugar, sem a necessidade de um propósito para isto,
Ver uma flor e admirar sua beleza,
Ver o mar e respirar sua grandeza,
Ver o céu e estar em sintonia com a presença de todos nós,
Ver as estrelas e senti-las muito próximas ao coração,
Ver a grandeza do universo refletida em si próprio,
Ser feliz é ver nosso Pai-Mãe Amado dentro de todos nós, amá-Lo e sentir Seu abençoado amor fluir de dentro de nossos corações.

Que a grandeza de aprender a ser feliz esteja em todos os corações.
Que depois desta lição, nunca nos esqueçamos de aprender a sermos felizes.
Que a suavidade da consciência superior nos determine a prudência de enxergar aquilo que precisa ser visto e ignorar aquilo que não tem grande importância.



terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ganesh Chaturthi

Ganesh Chaturthi é celebrado no dia em que se acredita que Deus Ganesha concedeu a honra de sua presença no mundo para todos os seus devotos. Ganesha, cabeça de elefante, filho de Shiva e Parvati, é reverenciado como o supremo Deus da sabedoria, prosperidade e da boa sorte. Embora celebrado como o aniversário do Deus Ganesha, o simbolismo por trás do festival é muito mais profundo. O Aniversário de Lord Ganesha é dia 19 de setembro. Medite, agradeça e peça à Lord Ganesha que remova todos os obstáculos que o impedem de evoluir e de ser plenamente feliz.


Ganesha é descrito como Ajam Nirvjkalpam Niraakaaramekam. Isso significa que Ganesha nunca nasceu. Ele é Ajam (não nascido), Niraakaar (sem forma) e Nirvikalpa (sem atributos). Ganesha simboliza a consciência que é onipresente. Ganesha é a mesma energia que é a razão desse universo, de onde tudo se manifesta e é a mesma energia onde o mundo todo se dissolverá. Ganesha não está em algum lugar fora de nós, mas no próprio centro da nossa vida. Porém, isso é uma sabedoria muito sutil. Nem todo mundo consegue perceber o aquilo que não tem forma, sem ver a forma. Nossos ancestrais Rishis e Munis estavam cientes disso; então eles criaram a forma pelo benefício e entendimento de pessoas de todos os níveis. Aqueles que não conseguem vivenciar a falta de forma, depois de um período de experiência sustentada na forma manifestada, conseguem alcançar o Brahman sem forma.

Assim, a forma serve como o ponto inicial e gradualmente a consciência sem forma começa a se manifestar. Ganesh Chaturthi marca uma arte única de alcançar o Paramatma sem forma chamada Deus Ganesha por repetidas adorações do manifesto da forma de Ganesha. Nós rezamos para Ganesha na nossa consciência para ele sair e nos sentar no ídolo para podermos brincar com ele. E depois do puja, nós rezamos novamente pedindo para que ele retorne de onde veio; essa é a nossa consciência. Enquanto ele está no ídolo, nós oferecemos e retribuímos qualquer coisa que Deus tem nos dado pelo puja do ídolo.

O ritual de imergir (visaran) os ídolos depois de alguns dias de adoração, reinforça o entendimento que Deus não está no ídolo, ele está dentro de nós. Então ter a experiência da onipresença na forma e derivando a alegria fora da forma é a essência do festival Ganesha Chaturthi. Portando, instale o ídolo, adore ele com infinito amor, medite e tenha a experiência do Deus Ganesha por dentro. Essa é a essência simbolica do festival Ganesha Chatuti, para despertar o Ganesha Tatva que está dormente dentro de nós. 

Om Gam Ganapataye Namaha!

domingo, 16 de setembro de 2012

Sankalpa


ॐ Sankalpa: a resolução interna dos yogis



A palavra sankalpa significa "construção mental", mas pode traduzir-se corretamente como "resolução interior". O sankalpa é uma fôrmula breve, clara e carregada de significado, que tem como objetivo principal potencializar os aspectos mais positivos da personalidade.

Deve manter-se o mesmo sankalpa de dez a quinze vezes seguidas, durante a prática de meditação ou relaxamento, e deve ser repetida pelo menos três vezes ao iniciar e três ao finalizar a prática. 

Devem ser poucas palavras, e sempre as mesmas, para fixá-las no pensamento: uma frase curta, do gênero "tudo está perfeitamente bem agora" ou "me aceito exatamente como sou". 

A resolução interior deve ser sempre afirmativa. Por exemplo, é infinitamente melhor repetir mentalmente "estou saudável" ao invés de "não estou doente". 

1. focalize a força de vontade.
2. separe o essencial do supérfluo.
3. trabalhe nos níveis inconsciente, subconsciente e consciente.
4. repita seu sankalpa em estado de relaxamento profundo.
5. lembre que, quem cria sua realidade, é você mesmo.
6. evite quaiquer conflitos com suas afirmações interiores.
7. busque a causa mais profunda ao construir sua resolução interior.
8. o sankalpa deve ser curto, claro e simples.
9. faça sempre afirmações positivas.
10. conjugue sua resolução nos três tempos (passado, presente, futuro)
11. conjugue sua resolução nas três pessoas do singular (eu, tu, ele).
12. escreva sua resolução e cole na porta da geladeira, no espelho do banheiro e perto do computador.
13. associe uma visualização a seu sankalpa.
14. nunca tente reprimir emoções negativas que possam surgir.
15. tenha cuidado com o qu
e você pede, pois você pode conseguir!

Fonte:http://www.yoga.pro.br 

A atitude tântrica

 No ocidente, somos ensinados a racionalizar nosso modo de viver, fazer julgamentos sobre o que é certo ou errado e lutar contra aquilo que não está dando certo, de acordo com nossas "expectativas".
O Tantra em contraste a tudo isso, nos ensina como aceitar tudo o que está acontecendo e fluir nisso sem stress. O tantra expande nossa consciência e move nossa energia através de tudo o que a vida nos apresenta.
Tantra é muito mais uma atitude em relação a vida - e o sexo faz parte da vida - do que crenças, comportamentos ou regras.



No Tantra não há dogmas sobre a maneira certa de se fazer as coisas. Não tem nenhum manual, nenhuma performance, nenhum script que você tenha que viver de acordo.O Tantra diz "sim" a tudo o que é.
 
Tudo é sagrado, e o Tantra lhe diz "dê boas vindas" a todos os seus mais "loucos" pensamentos, desejos e sentimentos.
Isso significa amar todas as partes de você mesmo e aprender com elas. Não julgue-se "mau" ou qualquer outra coisa, mas aprenda quem você é. A despeito do que você acredita, não lute com a vida, porque desta maneira você estará bloqueando seus desejos internos e fazendo de sua vida um inferno, através destes conflitos. Seja o que for que queira fazer, faça. Por exemplo; quer dançar, dance!, quer amar, abra seu coração e siga-o para onde ele te levar.
Mas e se você não gosta do que está se tornando, ou da vida que está levando, é aí que entra o tantra.


Procure internamente aquilo que lhe faça bem, coloque foco naquilo que funciona "para você", e pratique o prazer que vem de dentro de você.
Aceite os altos e baixos da vida sem se transformar em vítima. Reconheça que você é uma grande parte de um universo ainda maior. Se você focar no que não está funcionando em sua vida, com certeza você atrairá muito mais disso pra si. Abra-se para todas as sensações, todas as experiências. Abra-se para novas maneiras de ser, novas maneiras de amar... Você está evoluindo a cada momento.Enfrente seus medos, pois são somente medos, e estão te impedindo de avançar. Mova-se através deles e você terá uma surpresa.

Expresse totalmente todos os seus lados; brincalhão, sexual, espiritual, amoroso, julgador, sério e etc. Não há nada de errado em ser tudo isso. Pare de pensar demasiadamente e mergulhe nas suas sensações corporais, abra seus sentidos. Torne-se um com o tempo, espaço e a força do universo.
Quando você vive do espaço do coração, centrando-se no amor, compaixão e empatia, com certeza você se transformará. O mundo a sua volta se transformará.
A grande lição que o coração lhe dá, é a de amar a si próprio. Ame-se como a expressão divina que você é.
Pois quando você realmente amar(aceitar) tudo o que você é, você chegou em casa. Não há mais separação, há somente êxtase, o qual é seu direito inato.
Quando em sua vida, o prazer é seu foco, a vida torna-se mais fácil.

OS TRÊS DOSHAS





Os três doshas – Vata, Pitta e Kapha são derivados dos cinco elementos. Conhecidos como tipos corpo-mente, os doshas expressam tipos particulares de energia, ou seja, marcas únicas de características físicas, emocionais e mentais. 
Na Ayurveda, define-se saúde como um estado de equilíbrio dinâmico entre mente, corpo e ambiente. É possível para cada um de nós conquistar e manter um vibrante e saudável estado de ser, identificando nosso dosha (tipo humano) e estabelecendo um estado de vida que promova o bem-estar e a saúde de nossa natureza específica.

Texto: Tânia Maria Sales 

Doshas: Vata



VATA

É o principio de movimento e mudança. Pode ser identificado com o elemento AR (vento).
Pessoas com predominância de Vata em sua natureza tendem a ser magros, leves e rápidos em seus pensamentos e ações. A mudança é uma constante em suas vidas. Quando Vata está em equilíbrio, existe criatividade, entusiasmo e vivacidade. Se Vata se torna excessivo, provoca ansiedade, insônia, pela seca ou digestão irregular.

Para equilibrar Vata:
- Relaxamento;
- Medite duas vezes por dia para conectar-se com seu corpo;
- Utilize fragrâncias relaxantes;
- Beba chás com efeito relaxante;
- Faça três refeições ao dia com predominância dos sabores: doce, azedo e salgado.
- Estabeleleça ações cotidianas com Ritmo e Rotina;
- Procure terminar todas as tarefas que houver iniciado.

AROMATERAPIA:
Patchouli, vetiver, gerânio, baunilha, laranja.

Doshas: Pitta



PITTA

É o principio de transformação representado na digestão de idéias, experiências sensórias, emoções e comida. Pode ser identificado com o elemento fogo. Pessoas com predominância de Pitta em sua natureza tendem a ser musculosos, inteligentes e determinados. Quando está em equilíbrio o Pitta proporciona calor humano, inteligência e liderança positiva. Porem, quando em desequilíbrio, Pitta se torna crítico, irritável e agressivo.

Para equilibrar Pitta:
- Suavidade, doçura;
- procure estar em espaços abertos em contato com a natureza.
- prefira sabores refrescantes- doces, amargos e adstringentes- em sua alimentação – e procure se alimentar com plena atenção;
- Medite duas vezes ao dia para acalmar a mente e relaxar o corpo;
- Utilize fragancias suaves no seu ambiente;
- Reserve um espaço no seu dia para cuidar de si mesmo;
- Favoreça as cores azul, verde e branco no seu vestuário.
- Procures se engajar em atividades físicas não competitivas;
- Permaneça tranqüilo e bem-humorado;
- Cultive o espírito esportivo e alegria de viver.

AROMATERAPIA:
Óleos essenciais de ylang-ylang, lavanda, limão, sândalo, rosa, etc

Doshas: Kapha



KAPHA

É o principio de proteção, nutrição e estabilidade. Está associado ao elemento terra. Pessoas com predominância de Kapha em sua natureza tendem a ser pesadas em sua estrutura física, são lentas e estáveis. Quando equilibrado Kapha proporciona calma, doçura e lealdade. Quando em excesso, Kapha provoca aumento de peso, congestão, retenção de líquidos e resistência às mudanças.

Pala equilibrar Kapha:
- Idéias revigorantes e estimulantes;
- Acorde ao nascer do sol, evitando permanecer muito tempo na cama;
- Crie situações de mudanças no seu cotidiano;
- Favoreça sabores fortes, picantes e adstringentes na sua alimentação;
-Seja espontâneo e tente fazer coisas novas.
- Utilize fragrâncias revigorantes no seu ambiente;
- Use cores vibrantes seu vestuário (laranja, vermelho, amarelo...);
- Mantenha seu espaço sempre limpo e em ordem, desvencilhando-se daquilo que já não é necessário.
- Medite duas vezes ao dia para ter clareza em suas intenções e desejos;
- faça auto-massagens vigorosas com óleo morno à base de ervas revigorantes no corpo inteiro antes de deitar, apoós o banho;
- Mantenha uma rotina diária de exercícios físicos fortes e estimulantes.
- Evite atividades repetitivas que conduzam à rotina e à apatia.

OM





É o mais conhecido yantra do Yôga, traçado chama-se ômkara pronunciado chama-se pranava. Em um ambiente filosófico podemos definir o Ôm como o corpo sonoro do Absoluto. Em um ambiente mais leigo é preferível dizer que o Ôm é o símbolo do Yôga e do hinduísmo, a não ser que você queira dar aula explicando o conceito de absoluto, corpo sonoro e mais um monte de questões que seu interlocutor fará.

Ôm é descrito em algumas upanishads como sendo o alento de Brahma, que erroneamente é traduzido simplesmente como Deus. Digo erroneamente, pois traduzir Brahma como Deus é deturpar a cultura Hindu fazendo-a encaixar-se dentro de nossos paradigmas judaico-cristãos criando mais frenesy ocidental em achar que “tudo é a mesma coisa”.Representa também os três gunas: tamas, rajas e satwa; 

A trindade hindu: Brahma, Vishnu e Shiva; os três estados de consciência: vigília, sono e sonho; criação, manutenção e destruição – não por acaso também os atributos da trindade hindu.

Jñana Mudrá


- Jñana Mudrá: 

Jñana quer dizer conhecimento. É o Mudrá da sabedoria.
Mãos sobre os joelhos, pontas do indicador e do polegar unidas, os outros dedos alongados. As mãos descansam sobre os joelhos. 

Usada no Yôga, ao praticar pranayama (respiratórios). 
É um gesto utilizado para manter o prána circulando no corpo, evitando que ele se dissipe completamente (para meditação) 

Este gesto conecta os pólos positivo e negativo representados pelos dedos indicador e polegar de cada mão, passando por eles uma corrente de baixa amperagem e apoiados sobre os chakras dos joelhos, que são secundários.

Na prática feita das 6 às 18 horas (Dia / Sol), as palmas devem voltar-se para cima (mudrá Surya, ou Sol). 
Na prática feita entre 18 e 6 horas (Noite / Lua), voltamos as palmas das mãos para baixo (mudrá Chandra, ou Lua).

Prônam Mudrá


Prônam Mudrá é gesto reflexológico (mudrá) muito usado no Yôga. Outro nome é Anjali Mudrá.

Pronam Mudrá é um gesto de saudação e representa um selo de cumprimento entre os yôgins. É utilizado no Pújá pois representa a retribuição de energia dada através da união das palmas das mãos. Com as palmas unidas, os 35 chakras que ai se encontram ficam em contato, potencializam a energia transmitida e reforçam a sintonia.


- Passo-a-Passo:

Sente-se no solo com as pernas cruzadas, as costas eretas.
Una as palmas das mãos na frente do peito (mão de polaridade positiva espalmada na mão de polaridade negativa). Dessa forma se fecha um importante circuito energético que faz circular a energia dentro do próprio corpo além de recarregá-lo.

Esta posição é geralmente utilizada para o Púja.
Quando utilizada durante os ásanas, tende a proporcionar mais senso de equilíbrio. Por isso é comumente utilizado nos ásanas de equilíbrio cujo apoio seja num só pé.

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- Variações:

• jiva prônam mudrá - A frente do plexo cardíaco 
• váyu prônam mudrá - A frente da testa 
• atman prônam mudrá - acima da cabeça, alinhado a coluna vertebral. 
Cada variação estimula um chakra diferente. As variações podem ser utilizadas de acordo com a hierarquia de quem se está saudando.
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- Curiosidade:

Este gesto é erroneamente associado à oração, pois é tão acentral quanto o Yôga, e em outras culturas orientais é tão somente um cumprimento sem nenhuma conotação religiosa. Foi o Papa Nicolau I quem instituiu esta posição das mãos como forma de oração. Na antiguidade as mãos para os atos de fé eram colocadas com as palmas voltadas para cima e com mãos afastadas. Gesto este que foi resgatado pelas novas religiões cristãs em suas celebrações.
Fonte: Wikipedia

Shiva Mudrá





Shiva é considerado o criador mitológico do yoga

Shiva Mudrá: Para meditação (dorso da mão positiva pousa sobre a palma da mão negativa).
Mãos em concha, dorso de uma em cima da palma da outra mão, uma sobre a outra, descansam sobre as pernas

Neste mudrá devemos sentir nossas mãos como um cálice no qual recebemos a preciosa herança milenar de força e sabedoria. Amplifica nossa receptividade.

Expressa respeito à ancestralidade, sinceridade e receptividade.
É um gesto de silêncio e ao fazê-lo devemos imaginar que deste “cálice com as mãos” estamos disponíveis para receber todos os benefícios de uma prática (sadhana) de mantra.

É um mudrá normalmente usado em inícios de rituais, práticas de yoga, nos mantram de Shiva e de algumas escolas budistas.