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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

5 motivos para não praticar yoga



5 motivos para não praticar yoga


É isso mesmo, tudo tem dois lados. Hoje estou aqui para alertar aqueles que pensam em praticar Yoga com seriedade, ou que começaram a praticar há pouco tempo, dos riscos que estão correndo. Leiam com atenção e tirem suas próprias conclusões sobre se isso é algo que você pretende continuar a fazer ou não.
Você começa a enxergar a vida de outra forma. Uma forma mais relaxada, consciente e feliz. E isso, aos olhos das outras pessoas, faz com que você talvez pareça um louco. Essa história de gratidão, consciência, vida simples… você vai virar um peixe fora d’água. É sério, estou falando isso pro seu bem. E o pior é que você entende porque as pessoas não te entendem. E isso, ao invés de melhorar, só piora a situação, pois te torna ainda mais estranho aos olhos dos outros.
Você naturalmente passa a fazer escolhas mais saudáveis, porque começa a perceber com clareza quais são aqueles hábitos que fazem bem e aqueles que fazem mal. Você não vai mais curtir exageros, porque cuidar da sua saúde passará a ser prioridade. Aquela cervejinha de todo fim de semana até altas horas talvez não soe mais tão atraente. Aquela festa de camisa, aquele churrasco de família então… Pode ter certeza de que se você for, vão ficar falando sobre o quanto você está diferente, e se não for, certamente será a pauta do dia. Terá que se acostumar a isso!
Você vai ficando mais forte e flexível, tanto física quanto mentalmente, e uma vez que se conquista isso, é muito difícil voltar atrás. Então, eu lhes digo, muito cuidado ao entrar nesse caminho. As pessoas vão falar sobre isso, sobre o quanto você anda “metido”, só porque a sua auto estima está lá em cima e tem energia de sobra, mesmo que não fique se exibindo por isso.
Você começa a perceber que precisa de cada vez menos pra viver, e por isso, passa a buscar uma vida cada vez mais simples. Isso é perigoso, porque não movimenta a economia, não é bom para o país… Talvez o governo resolva ir atrás de você, pra saber se está fazendo algo ilegal. Talvez você receba ligações do banco, porque o seu padrão de consumo está mudando (para menos). Ter que lidar com tudo isso pode ser realmente muito chato, afinal, como é que você vai se defender? “Não, sr. Fulano, eu estou bem sim, só estou mudando minhas prioridades, sabe, percebi que não preciso de tudo o que eu gastava antes pra viver…” Oi? Não precisa gastar tanto pra viver? Em que mundo você vive?
Você se torna uma pessoa mais amorosa e feliz. É, amigos, talvez esse seja o motivo principal. Isso prejudica a vida social, simplesmente porque quando você estiver em um grupo onde as pessoas estejam mau humoradas e/ou reclamando da vida, você não vai ter assunto, ou então vai ficar tentando mostrar pra elas o lado bom das coisas, e isso pode deixa-las extremanente irritadas. Conheço pessoas que tiveram sérios problemas de bullying por causa disso… Só porque eram otimistas demais ou porque simplesmente não conseguiam ficar de mau humor.

Pois é, então se você não quer ser essa pessoa, esqueça esse negócio de Yoga, porque isso não é pra você. Fuja do tapetinho. Quando ouvir alguém entoando o mantra OM, tape os ouvidos e saia correndo. Estou avisando, esse é um caminho sem volta. Depois não diga que não lhe avisei.

Texto de Daniela Navaes

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Saudação ao Sol


A série da “Saudação ao Sol”, além de estimular todas as glândulas endócrinas do corpo físico, gera o alinhamento dos chakras, dando força e flexibilidade a quem pratica.
Saúde o Sol você também e tenha um bom dia!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Yoga na Terceira Idade



Durante dois anos ministrei aulas de Yoga para esta querida turma da terceira idade. Muitos relatos sobre curas de depressão e dores nas costas, insônia, melhoras na fase de menopausa, hipertensão, artrites e artroses, dores de cabeça e uma delas conseguiu se curar de um câncer gravíssimo com o auxilio das práticas de Yoga. 

Todas alunas  conseguiram melhoras perceptíveis na flexibilidade corporal, pois a maioria não conseguia alcançar os pés com as mãos no primeiro mês de prática e hoje realizam perfeitamente todas as posturas.

A prática do Yoga alinha a saúde da mente e do corpo, fazendo com que bloqueios emocionais sejam desfeitos e um grande autodomínio seja alcançado, fazendo-nos ter cada vez mais discernimento da realidade.

 Trabalha nossa força interior dando-nos a possibilidade de cortar vínculos nocivos e situações de vida que deixa-nos vulneráveis devido a um condicionamento social e um modo de vida tóxico.

O sagrado Yoga nos auxilia a remover nossas ''couraças'' emocionais que muitas vezes se manifestam no corpo físico em forma de doenças e  permite-nos conhecer nossa verdadeira essência que é a paz profunda e equilíbrio.

Com um maior discernimento, praticamos cada vez mais o silêncio e essa paz profunda que sentimos altera qualquer local em que estamos, pois tudo ao nosso redor é reflexo do que sentimos. 


Quanto mais consciência corporal, mais consciência evolutiva para cortar de nossas vidas todos os vínculos e hábitos nocivos contrários a nossa evolução espiritual.

Yoga é o caminho do guerreiro. Guerreiros da paz, pois sabemos que a paz no mundo sempre começará dentro de cada um de nós, com o silenciar do falatório mental que muitas pessoas nem percebem por viverem no piloto automático.

Isto é o motivo do desgaste físico e mental e é a maneira que perdemos energia sem percebermos.

Yoga é união, INTEGRAÇÃO dos nossos sentimentos, pensamentos e ações, união da mente, corpo e alma. 


Gratidão ao universo por ser um instrumento desta ferramenta sagrada e ter tido esta experiência inesquecível! Namastê! _/\_

sábado, 12 de janeiro de 2013

Quanto custa uma aula de Yoga?


Apesar de termos noção da faixa de valores que se paga por uma aula, o que a tradição védica diz sobre isso às vezes passa despercebido. Seja como professor ou aluno o quanto custa uma aula de yoga é sempre um assunto amplamente discutido. Alguns dizem que é muito barato pelo resultado proposto, outros dizem que o yoga e o conhecimento espiritual de uma forma de geral, deveria ser de graça. Existem alunos que só valorizam quando o preço é alto e professores que cobram baixo e acreditam que essa é a sina do professor de yoga. E por fim alguns professores que conseguem realmente viver da aula de yoga e alunos que pagam as aulas com prazer. Qual a verdade de tudo isso? Yoga deveria ser de graça?
No ocidente existe essa idéia que o conhecimento espiritual deveria ser gratuito. Talvez ela tenha surgido por influência da Igreja que por defender o “direito do homem aos céus” e propor seu trabalho de “salvação” pela causa do próximo, tenha construído na nossa mente uma espécie de dissociação entre o dinheiro e os “céus” que representa para muitos o conceito de espiritualidade. O dinheiro ainda é chamado de “demônio ou tentação”, e os monges fazem voto de pobreza, apesar de viverem em uma das instituições mais ricas na história da humanidade. Não temos nada a ganhar em criticar a história ou a Igreja e com certeza existem pessoas sinceras e vários tipos de administração para essa instituição, seria injusto condenar, porém não podemos negar que esses conceitos são muito bem enraizados na nossa cultura ocidental e nesse reconhecimento reganhamos consciência sobre esse assunto e podemos mudar.
Se não bastasse essa influência religiosa, existe ainda a influência da mentalidade capitalista. O capitalismo produz em geral dois efeitos: a supervalorização do dinheiro, tornando-o tão forte que vira uma espécie de tesouro fazendo a vida girar em torno dele; e uma paranóia coletiva, onde pensamos que todo mundo a todo o momento só quer pegar o que é nosso ou até mesmo nos enganar.
Nos dias de hoje, realmente, o dinheiro é um assunto importante para quem deseja o autoconhecimento, pois ele tem um papel importante na nossa mente e naturalmente na nossa vida. O uso inapropriado do dinheiro é um distúrbio, pois é um uso inapropriado de si mesmo. O dinheiro representa o “nosso suor”, os dias trabalhados, o esforço… E ele é tão forte e sutil que em folha de papel podemos fazer um cheque que representa todo o valor produzido por nós em uma vida inteira. Assim, para um yogi uma boa relação com o dinheiro é fundamental para ter uma mente equilibrada. E a boa relação com o dinheiro é que o fluxo de dinheiro “flua” proporcionalmente para aquilo que a pessoa valoriza.
Somos capazes de gastar 200 reais em um uma bolsa ou restaurante, mas consideramos o mesmo valor caro para uma aula de yoga. Gastamos 10.000 reais para visitar índia e não somos capazes de dar 10 rupias para um mendigo na porta do templo. E ainda queremos fazer grandes negócios até mesmo com nossos supostos amigos e parentes onde “você me dá tudo e eu não te dou nada”, queremos consultas de graça, serviços e soluções para nossas vidas. Uma “cara de pau” sustentada pela fantasia de que estamos ainda fazendo um grande favor ou que pagaremos depois de outras formas. Temos a impressão que estamos economizando no bolso, mas estamos economizando no coração e nos tornando cada vez mais alienados do mundo, separados por essa barreira do “demônio”, o dinheiro.
Na visão dos Vedas o dinheiro é considerado um Devata, um aspecto divino muitas vezes chamado pelo nome de Mahalakshmi – a Deusa da riqueza. Nessa tradição ela tem que ser sempre bem tratada para que nossos empreendimentos dêem certo seja ele qual for. Talvez alguns mestres não estabeleçam preço ou uma mensalidade, mas mesmo no coração da Índia de acordo com os Vedas não existe aula de graça, uma vida de aluno, “brahmacari”, é uma vida deseva, serviço ao mestre, onde se trabalha muito. Isso acontecia não só porque mestre e alunos moravam juntos, mas porque enquanto estudam os alunos muitas vezes não tem condição de pagar pelos seus custos. E por isso tradicionalmente ao completar o estudo a pessoa para poder casar e seguir sua vida em frente tinha que trabalhar alguns anos para pagar ao mestre, ao local de estudo e por tudo que ele recebeu.
Da mesma maneira a tudo na tradição védica existe uma troca, que não é necessariamente financeira, mas ela sempre está presente. Quando você vai ao médico ayurvédico, você paga. Quando alguém faz um ritual, os pujares e até mesmo as pessoas que ajudam recebem um dinheiro. Quando você vai ao astrólogo, você paga pela consulta. E até mesmo quando você faz aniversário, é você quem paga. Na Índia o aniversariante não recebe presentes, o aniversário é visto como uma oportunidade de oferecer comida para todos os seus amigos e comunidade. E ainda através deles, que ritualisticamente representam seus antepassados, a pessoa agradece por tudo que recebeu na sua vida.
Essa visão e jeito de lidar com o dinheiro não é transformar a espiritualidade em um comércio, mas se a pessoa for capaz de espiritualizar o  seu dinheiro, a sua própria vida deixa de ser um comércio. A verdade é que a vida é composta de muitas coisas que não podem ser compradas e muito poucas que o dinheiro pode pagar. Qual o valor de um pai? E uma mãe? Quanto custa a paz e a felicidade de uma pessoa? Quanto vale saber o remédio correto quando se está doente? Quanto custa um abraço? E um sorriso? Quanto se pagaria por mais um ano de vida?
Quando estamos lidando com yoga, não das posturas propriamente ditas, mas de tudo que esse nome comporta, da meditação, dos mantras, das pujas, do estilo de vida e do próprio autoconhecimento, existe realmente valor para tudo isso? Ninguém realmente pode pagar por uma aula, talvez a gente possa pagar o tempo do professor, ou o aluguel da sala, mas esse conhecimento vem vindo atravessando milênios em cada sementinha dos japa-malas (cordão de contas usadas na meditação), que vem passando de pessoa para pessoa, de mestre para discípulo. De verdade, ninguém pode cobrar por ele, porque ele não pertence a ninguém, e ninguém pode pagar por ele porque ele não tem preço. Então quem ensina cobra o suficiente para ter um padrão de vida aceitável e faz valer todo o seu tempo dedicado a isso, como em uma aula de qualquer outro assunto, sua contribuição é dar o melhor de si pelos alunos; e quem estuda contribuí proporcionalmente a suas capacidades, e sua contribuição é fazer com que esse conhecimento possa continuar fluindo para os próximos, como em qualquer outro assunto que se valoriza. Essa atitude de contribuição transforma o pagamento em o que é chamado de “dakshina”. Dakshina é um oferecimento, uma contribuição, a nossa parte, a nossa retribuição, o reconhecimento pelo que é dado a nós em cada aspecto das nossas vidas; e o respeito com os nossos próprios valores e as pessoas ao redor.
E nessa tradição é assim, se na forma da riqueza Deus é Mahalakshmi, na forma daquele que dá o conhecimento Deus é chamado de Dakshinamurti.
ओम् नमो भगवते दक्षिणामूर्तये नमः॥
Esse texto foi escrito por Jonas Masetti no site satsangaonline.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Yoga, um caminho para corajosos





O Yoga tem como seu principal objetivo nos abrir para a luz que habita nosso interior, nos mostrar nossa verdadeira natureza luminosa e completa. No entanto para chegar a esta luz é necessário entrar em contato e ultrapassar a escuridão que encobre nossa felicidade plena. A prática de Yoga é como colocar-se de frente a um espelho, o espelho reflete verdadeiramente quem somos, vemos nele muito mais do que nosso melhor, mas também nossas dificuldades. E é aí que o Yoga se torna um caminho para pessoas corajosas, pois para nos olharmos de frente é necessário muita coragem. Além disso, é preciso coragem para de fato mudar nossos padrões de comportamento, afinal mudar significa deixar de lado o que conhecemos e nos abrirmos para o novo, o que causa certa insegurança.

Tomar consciência de quem somos e daquilo que não gostamos em nós, é o primeiro passo além de ser o mais importante e difícil em todo o processo de transformação. E o Yoga é esse processo, em que deixamos de ser o ser condicionado pelas experiências passadas e aprendemos a viver o momento presente. Como praticante de Ashtanga Vinyasa Yoga, muitas vezes questionei a seqüência de posturas da primeira série, sem entender exatamente o porquê de tantas posturas em pé, com flexões para frente, lateralidades, torções e somente no final a extensão da coluna. Com o passar do tempo e a prática contínua fui obtendo respostas, e a principal descoberta surgiu quando percebi a estreita relação entre a seqüência de posturas com o muladhara chakra. 

O muladhara chakra é o centro de energia responsável pela relação com a matéria densa, está diretamente ligado ao nosso instinto de sobrevivência, segurança interna e com construção da coragem necessária para nos olharmos de frente durante a prática de Yoga. Este chakra é representado graficamente por um quadrado com quatro pétalas, podemos relacionar as pétalas com as quadro direções das posturas da primeira série, flexão para frente, as lateralidades para direita e esquerda e finalmente as extensões da coluna. Durante toda a prática levamos energia para o muladhara chakra mantendo mula bandha, a contração da região do períneo e os esfíncteres do ânus e da uretra, fortalecendo e equilibrando a energia no chakra. As posturas em pé além de fortalecerem as pernas, proporcionam equilíbrio para o corpo e a mente, nos trazendo mais firmeza e coragem para andarmos com as próprias pernas e seguirmos em frente no caminho do Yoga, mesmo quando encontramos obstáculos.

Com o muladhara chakra fortalecido é possível atravessar o oceano desconhecido das experiências vividas no passado e gravadas em nosso subconsciente denominadas samskaras. Estas impressões no subconsciente nos impedem de viver o hoje e nos aprisionam em nossos condicionamentos. Somente navegando pelo oceano do samskara é possível fazer mudança, pois somente tomando consciência de nossos condicionamentos é possível dar um passo em direção a mudança. Com a segurança advinda da energia equilibrada do muladhara chakra podemos viver no presente sem medo do futuro e sem lembranças do passado que aprisionam. Para podemos caminhar pelo Universo do Yoga é necessário muito mais do que tapas (austeridade) e uma grande pitada de entusiasmo, esta caminhada requer muita coragem, pois quanto mais próximos chegamos da luz, maior se torna a nossa sombra.

Coragem e boas práticas!

Fonte: Camila Reitz

sábado, 29 de setembro de 2012

ACONTECEU:SEMANA MUNICIPAL DE YOGA DE 2012



Gratidão ao universo por ter recebido o convite para participar de um evento tão maravilhoso com pessoas lindas! muitas trocas positivas e todos vibrando em uníssono Ommmmm!!!













quinta-feira, 27 de setembro de 2012

VOCÊ ESTÁ AJUDANDO A ENTERRAR O HATHA YOGA?


 
 Afirma-se em alguns círculos de Yoga que o Hatha seria um método incompleto, incapaz de conduzir seus praticantes ao estado de iluminação, por utilizar apenas técnicas limitadas como a prática física (ásana) ou os exercícios respiratórios (pranayama). Há estudiosos e mestres de outras linhas que apresentam o Hatha como o mais básico e "materialista" dos Yogas existentes.

      De fato, existem muitas deformações e até caricaturizações desta ciência sagrada, fruto de ensinamentos descontextualizados e sem uma conexão direta com a corrente tradicional da Índia de hoje. Essas deturpações, fruto do despreparo de alguns, da popularização e até da banalização do Yoga em certos contextos, ocultam a verdadeira face desta disciplina.

      O Hatha Yoga, chamado igualmente Hathavidya (ciência do Hatha), é um ramo da soteriologia indiana. A palavra soteriologia deriva do grego, soterios, que significa salvação. Não está falando-se aqui de salvação no sentido religioso, de vida além da vida, ou de conquistar algum paraíso. Salvação, no contexto do Yoga, significa realização espiritual, libertação dos condicionamentos.

      Portanto, o Hatha Yoga é um sistema técnico que tem como propósito dar ao praticante a experiência da liberdade plena. Liberdade dos condicionamentos, da escravidão sensorial, das misérias existenciais, dos karmas passados, entre outros.

      Existem muitos termos sânscritos para definir esse estado, que é ao mesmo tempo o objetivo do Yoga: nirvana, moksha, samadhi, kaivalya, etc. Da mesma forma, existem muitos meios diferentes para realizar essa meta, assim como muitas visões diferentes sobre os caminhos a serem percorridos. O Hatha Yoga é um desses caminos.

      A proposta que o Hatha Yoga nos faz é que seria desejável a gente dedicar boa parte dos nossos esforços à realização da mais importante das tarefas. Essa tarefa é tríplice:

      1) Em primeiro lugar, o Hatha Yoga propõe o desenvolvimento de uma apreciação ética da existência e de uma vida de virtude, orientada para o desenvolvimento e a auto-descoberta interior.

      2) Em segundo lugar, o Hatha Yoga nos propõe o cultivo da saúde psicofísica em seu sentido mais amplo.

      3) Finalmente, como objetivo mais importante (muito embora não exclua os anteriores), o Hatha Yoga busca a realização do potencial espiritual do praticante, o estado de moksha.

      Portanto, o Hatha Yoga vai muito além dos seus aspectos visíveis, como os execícios de alongamento, força e flexibilidade, que são os mais conhecidos e populares hoje em dia.

       Atualmente, em parte graças à crescente popularização do Yoga, em parte devido a uma silenciosa campanha de manipulação dos meios de comunicação que tem o objetivo de confundir Yoga com ginástica, a palavra Hatha, assim como a própria palavra Yoga, é sinônima de exercício físico não muito forte, adequado para combater o estresse e outras mazelas da vida nas cidades.

      Quando a revista Veja publicou uma matéria intitulada "Ioga vira malhação" (maio de 2003), prestou um desserviço lamentável a seus leitores, pois confundiu ao invés de informar. Essa situação acontece porque o background filosófico desta antiga disciplina é freqüentemente negligenciado, ignorado, esquecido ou simplificado.



      O Hatha faz parte de uma corrente cultural ininterrompida, que tem suas raízes na Índia vêdica e que postula uma visão do ser humano no qual este faz parte de uma rede sutil e invisível que secretamente determina as formas do mundo manifestado.

      Essa rede, invisível e onipresente, chama-se prana. A palavra prana significa vida, ar, alento vital, respiração, e define o campo da consciência-energia. Esse campo da consciência-energia está presente tanto no macrocosmos quanto no plano humano e no microcosmos.

      O Hatha estuda os aspectos dessa rede sutil dentro do homem (como os princípios sutis chamados nadis, chakras, pranas, kundalini, etc), e ainda suas interrelações com a natureza e as outras formas de consciência presentes na criação.

      Nesse sentido, o Hatha não está separado nem é diferente de outros métodos como Kundalini, Laya, Mantra ou Raja Yoga, etc. Todas essas formas de Yoga (e muitas outras não mencionadas), se entremeam e interpenetram num grau tão profundo que é quase impossível diferenciá-las.

      Por exemplo, os mantras, entendidos como náda (vibração super-sutil), são intrínsecos ao Hatha, assim como o pranayama é essencial nas práticas de Kundalini Yoga.

      Portanto, faríamos muito bem em parar de falar no Hatha como "Yoga físico" apenas, e passar a apreciá-lo em seu devido contexto. De outra forma, repetindo os erros de visão e interpretação esgrimidos pela mídia, estaremos apenas contribuíndo para sepultar o Yoga na vala comum da comercialização e da banalização.

Autor: Pedro Kupfer

domingo, 16 de setembro de 2012

Sankalpa


ॐ Sankalpa: a resolução interna dos yogis



A palavra sankalpa significa "construção mental", mas pode traduzir-se corretamente como "resolução interior". O sankalpa é uma fôrmula breve, clara e carregada de significado, que tem como objetivo principal potencializar os aspectos mais positivos da personalidade.

Deve manter-se o mesmo sankalpa de dez a quinze vezes seguidas, durante a prática de meditação ou relaxamento, e deve ser repetida pelo menos três vezes ao iniciar e três ao finalizar a prática. 

Devem ser poucas palavras, e sempre as mesmas, para fixá-las no pensamento: uma frase curta, do gênero "tudo está perfeitamente bem agora" ou "me aceito exatamente como sou". 

A resolução interior deve ser sempre afirmativa. Por exemplo, é infinitamente melhor repetir mentalmente "estou saudável" ao invés de "não estou doente". 

1. focalize a força de vontade.
2. separe o essencial do supérfluo.
3. trabalhe nos níveis inconsciente, subconsciente e consciente.
4. repita seu sankalpa em estado de relaxamento profundo.
5. lembre que, quem cria sua realidade, é você mesmo.
6. evite quaiquer conflitos com suas afirmações interiores.
7. busque a causa mais profunda ao construir sua resolução interior.
8. o sankalpa deve ser curto, claro e simples.
9. faça sempre afirmações positivas.
10. conjugue sua resolução nos três tempos (passado, presente, futuro)
11. conjugue sua resolução nas três pessoas do singular (eu, tu, ele).
12. escreva sua resolução e cole na porta da geladeira, no espelho do banheiro e perto do computador.
13. associe uma visualização a seu sankalpa.
14. nunca tente reprimir emoções negativas que possam surgir.
15. tenha cuidado com o qu
e você pede, pois você pode conseguir!

Fonte:http://www.yoga.pro.br 

Os 40 Tipos de Yoga

TIPOS DE YOGA
APRESENTAÇÃO
Abháva YogaConceito encontrado nos Puranas; é o yoga do não-ser, ou a prática yogue superior de imersão no Si Mesmo sem nenhum apoio,como um mantra.
Adhyátma YogaÉ o Yoga do ser íntimo; muitos dizem ser este o Yogacaracterístico das Upanishads.
Agni YogaYoga do fogo, que provoca o despertar do poder da kundaliní por meio da ação conjunta da mente e da força vital (prána).
Ashtanga YogaYoga dos oito membros codificado por Patañjali. Também é chamado de Raja Yoga, Patañjala Yoga ou Yoga Clássico.
Asparsha YogaYoga da intangibilidade ou do “não-contato”, o Yoga não dualista exposto por Gaupada no Mandukya Karika.
Bhakti YogaYoga do amor e da devoção, exposto na Bhagavad Gita, noBhagavata Purana, no Shvetasshvatara Upanishad e em muitos textos sagrados do Vaishnavismo e Shaivismo.
Buddhi Yogayoga da mente superior,mencionado pela primeira vez noBhagavad Gita.
Dhyána YogaYoga da meditação.
Ghatastha YogaYoga do “jarro” (ghata), que significa corpo; sinônimo do Hatha Yoga, como mencionado no Gheranda Samhita.
Guru YogaYoga relativo ao mestre, fundamental em quase todas as formas de yoga.
Hatha YogaYoga da força ou do vigor (relativo ao poder de kundaliní shakti).
Hiranyagarbha Yogayoga de Hiranyagarbha, considerado o fundador da tradiçãoyogue.
Japa Yogayoga da recitação de mantras.
Jñana Yogayoga da sabedoria discriminativa, que é o ponto de vista dasUpanishads.
Karma YogaYoga da ação auto-transcendente, ensinada pela primeira vez de modo explícito na Bhagavad Gita.
Kaula Yogayoga da escola Kaula, um tipo de Yoga tântrico.
Kriya YogaYoga do ritual e também a prática conjunta da ascese, do estudo e da adoração do Senhor mencionada no Yoga Sutra de Patañjali.
Kundaliní YogaYoga do poder da kundaliní, que é fundamental para toda a tradição tântrica, inclusive o Hatha Yoga.
Lambika YogaYoga da úvula que é deliberadamente estimulada nesta técnicayogue para aumentar o fluxo do ‘néctar’ (amrita), cujo aspecto externo é a saliva.
Laya Yogayoga da reabsorção ou dissolução dos elementos sutis antes da dissolução natural que vem com a morte.
Maha YogaO grande yoga, conceito encontrado no Yoga Shikha Upanishad, onde se refere à prática conjunta de Mantra Yoga, Laya Yoga, Raja Yoga e Hatha Yoga.
Mantra YogaYoga dos sons sagrados que ajudam a proteger a mente; faz parte da tradição yogue desde os tempos védicos.
Náda YogaYoga do som interior, prática estreitamente ligada ao Hatha Yogatradicional.
Pancadashanga YogaYoga dos quinze membros;
Pashupata YogaYoga da seita de Pashupata, exposta em alguns Puranas.
Patañjala YogaYoga de Patañjali, conhecida como Raja Yoga ou Yoga darshana.
Purna YogaYoga da totalidade ou integração, é o nome do Yoga Integral de Sri Aurobindo.
Raja YogaYoga de Patañjali.
Samádhi YogaYoga do êxtase.
Sámkhya YogaYoga da intuição, que dá nome a certas doutrinas e escolas de libertação mencionadas no Mahábhárata.
Samnyása YogaYoga da renuncia ao mundo, contraposta ao Karma Yoga.
Samputa YogaYoga da união sexual (maithuna) no Tantra Yoga.
Samrambha YogaYoga do ódio mencionada no Vishnu Purana, que ilustra o profundo princípio yogue de que a pessoa se torna aquilo que ela contempla constantemente.
Saptanga YogaYoga dos sete membros descrito no Gheranda Samhita.
Shadanga YogaYoga de seis membros exposto no Maitrayaniya Upanishad.
Siddha YogaYoga dos adeptos, conceito encontrado em alguns Tantras.
Sparsha YogaYoga do contato. De origem védica é mencionado no Shiva Purana, que associa a recitação de mantras ao controle da respiração.
Tantra YogaYoga dos Tantras está baseado no despertar do poder daKundaliní.
Taraka YogaYoga do “Libertador”, um yoga medieval baseado em certos fenômenos luminosos.
Yantra YogaYoga da concentração da mente em formas geométricas (yantra) do cosmos.

Fonte: FEUERSTEIN, G. 2005, p. 42-43

ASANAS


Você pode perder os benefícios do que está fazendo porque focaliza em excesso uma atenção parcial na tentativa de tornar a postura perfeita. O que você está focalizando? Está tentando aperfeiçoar a postura, mas de onde para onde? É aqui que as coisas se tornam difíceis...

Se você espalhar a concentração, da parte estendida para todas as outras partes do corpo, sem perder a concentração na parte estendida, então não perderá a ação interna nem a manifestação externa da postura, e isso lhe ensinará o que é meditação.

A concentração tem um foco; a meditação, não. Esse é o segredo!

Fonde: B.K.S Iyangar - A árvore do Yoga

YOGA

Há dezenas de tipos de Yoga no mundo, que propõem não necessariamente caminhos contraditórios, mas sim, diversos caminhos para alcançar os mesmos objetivos. Todas as formas de yoga têm como foco estimular e regular a energia humana restaurando o equilíbrio e harmonia da saúde física, mental e psíquica.

Cada estilo possui características, pontos fortes e recomendações distintas. No momento de escolher o tipo de Yoga a ser praticado o aluno deve levar em conta as suas necessidades, sua personalidade, características físicas, tentando encontrar aquele que vai corresponder ao que ele procura. Os diferentes estilos surgem justamente para se adaptar aos diferentes objetivos dos praticantes.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

YOGA



Após a decodificação de Patanjali, o yoga foi dividido em oito partes. O yoga é uma das seis escolas filosóficas que em sânscrito são conhecidas como darshanas ou pontos de vista, que estudam a cultura vêdica e que está dividida em dois grupos que são:

Shruti (Ou aquilo que é ouvido)
Transmissão oral do que era ouvido em estados profundos de expansão da consciência por grandes mestres que então, transmitiam para seus discípulos. Datam mais de 8 mil anos e é composto por quatro vêdas (Rig vêda, Sama Veda, Atharva vêda, e Yajur vêda) tendo como parte final destes escritos, os Upanishads onde encontramos refêrencias sobre o Yôga.

Smriti (Memória ou interpretação)
Parte interpretativa do Shruti e que foram guardados na memória a fim de perpetuar o conhecimento. Dentre os mais conhecidos Itihasas ou grandes épicos estão:
Ramáyana, Mahabarata, Puránas, Purushapurána, Agamas, Darshanas.

Os Darshanas se dividem em seis partes ou seis escolas filosóficas que são:

Nyaya- Corrente filosófica que se baseia na construção da lógica e é atribuída a um sábio hindu chamado Gautama.

Vaishêshika- Esta escola filosófica afirma que a liberdade só pode ser atingida através do total conhecimento da realidade e é atribuída a um sábio chamado Kanáda.

Samkhya- Quer dizer número. É a escola filosófica que enumera a criação do universo em vinte e cinco princípios e é atribuída a Kapila.


Mimasa- É a escola filosófica que tem por objetivo o estudo dos rituais e cerimônias védicas e suas interpretações, estudando detalhadamente o significado do dharma ou as leis da vida. Esta escola é atribuída a Jaimini.

Vedanta- É a escola filosófica espiritualista que tem como objetivo o estudo do absoluto (Brahman), que é considerada a única realidade. Sendo o restante uma manifestação de maya, ou ilusão, esta escola é atribuída a Badaráyana.

Yoga- É o mesmo que união. Esta escola filosófica tem por objetivo a união do homem consigo, com os demais e com a consciência cósmica através do estado de supra consciência, iluminação ou samadhi. 


O ashtanga yoga se divide em oito partes (Ashta = oito, Anga = parte) que são:

Yama (Conduta de como o yogi deve se relacionar com o mundo):
Ahimsa- Não violência
Satya- Não mentir
Asteya- Não roubar
Bramacharia- Foco na divindade
Aparigraha- Não acumulo desnecessário

Niyama ( conduta de como o yogi deve se comportar consigo mesmo):
Saucha- Limpeza
Santosha- Contentamento
Tapas- Disciplina
Swadhyaya- Autoconhecimento
Iswarapranidhana- Auto-entrega

Ásanas - Asanas são posturas psicofísicas que atuam de forma intensa no corpo físico e traz equilíbrio mental. Dentre variadas linhas de yôga existentes entre elas (hatha yoga, tantra yoga, shivananda yoga, swasthya yoga e etc.,) Existem inúmeras variações das posturas. São reconhecidos 84.000 asanas, sendo 84 mais importantes, 32 fundamentais e 7 elementais. A maioria dos asanas estão associados a animais, aspectos da natureza e símbolos. O Gheranda Samhita emprega 32 asanas e 25 mudras incluindo fechamentos ou compressões chamadas bandhas.

O conceito de asana do Hatha Yoga é diferente do conceito fornecido pelos Yoga Sutras - Texto sobre Raja-Yoga ou Yoga meditativo.
No Hatha Yoga o Asana deve ser aplicado com determinado objetivo de forma a não causar lesão, respeitando os limites do praticante.
De uma forma geral o Hatha Yoga se mostrou para nós ocidentais como um Yoga terapêutico que visa manter a saúde do praticante ou recuperá-la. Desta forma, todas as posturas são expostas com seu efeito no físico, que é devido em primeiro lugar aos massageamentos dos orgãos internos e efeito circulatório. Através desses massageamentos e ativação circulatória todo o corpo é afetado positivamente, equilibrando e melhorando a função de todos os sitemas (respiratório, circulatório, nervoso, muscular, articular, endócrino, exócrino, de reprodução, digestivo, de excreção e urinário).

Efeito muscular, ósseo e articular:

Os asanas do Hatha Yoga são utilizados como terapêutica para várias doenças e para a correção postural.

Asma
Depressão
Angústia
Ansiedade
Prisão de ventre
Problemas digestivos

Correção Postural:

A correção postural é essencial para a saúde em geral, assim como para a correta energização dos chakras e para a subida da Kundaliní.

Os asanas atuam na musculatura com um efeito de tudo ou nada, isto é, com a permanência na posição - o estímulo nervoso é suficiente para contrair ou alongar todas as fibras musculares. As contrações são Isométricas, isto é, todas as fibras musculares mantêm a mesma medida. Esse tipo de contração estimula todas as fibras nervosas e consequentemente todas as fibras musculares se contraem, dessa forma todos os capilares se abrem para receber uma grande quantidade de sangue, o que estimula a circulação sangüínea na totalidade. Na contração os orgãos tendinosos de Golgi são estimulados produzindo relaxamento posterior. A contração isométrica desenvolve resistência muscular (superior à força desenvolvida pelos exercícios, com tensão e relaxamento) e tônus (semelhante aos alterofilistas).

O alongamento é bastante enfatizado, aliás o alongamento nasceu do Hatha Yoga.


No alongamento o músculo é estirado até o comprimento máximo e mantido por um determinado tempo, é este tempo juntamente com a concentração e o relaxamento induzido pela mente que propicia o alongamento máximo e o relaxamento muscular posterior, pois o músculo alongado permanece relaxado por mais tempo. No alongamento o sangue é jogado para fora do músculo (neste o músculo não necessita de nutrientes).

A alternância de tensão e alongamento propicia um relaxamento completo, circulação renovada e elasticidade muscular, ou seja, o estado saudável da musculatura.
As articulações são trabalhadas na sua totalidade com movimentos amplos em todos os sentidos que as articulações permitem. Estes movimentos aumentam a flexibilidade.
Os ossos também são beneficiados pelos movimentos. Sabemos que para evitar a osteoporose o exercício é fundamental (juntamente com a alimentação rica em cálcio). A movimentação óssea também é importante para a circulação, porque é na medula óssea de alguns ossos que é produzido o sangue.

Efeito Respiratório
Os asanas estimulam a respiração diferenciada. Alguns asanas favorecem a respiração abdominal, outros a respiração torácica e outros a clavicular, e ainda respiração em um ou outro pulmão nas diferentes fases respiratórias. Todas estas variações vão favorecer a respiração completa. As pessoas em geral respiram mal e usam somente 1/3 da capacidade pulmonar.

Efeito nos orgãos Digestivos, de Excreção, Reprodução e Glândulas

Da mesma forma como nos músculos, com pressões e descompressões, a circulação é ativada regulando a função destes. A circulação nestes órgãos também é ativada pelo efeito da gravidade.

Efeito no Sistema Nervoso
Ocorre que quando o músculo relaxa o sistema nervoso também relaxa. A respiração e a circulação também tem um grande efeito no sistema Nervoso.


Pranayama- exercício de respiração que ajuda na expansão e canalização da energia primordial do nosso ser, chamada prana;


Pratyahara- a internalização dos sentidos;


Dharana- a concentração contínua sobre um foco específico que uma vez investigado revela o Todo;


Dhyana - A Meditação 


A Meditação deixou de ser uma prática somente para seguidores de filosofias ou religiões orientais. Ela está sendo cada vez mais incorporada à vida normal ocidental, sendo utilizada inclusive por profissionais de diversas áreas para atenuar as situações de tensão e stress de quem mora principalmente nas grandes cidades.

Todas essas situações angustiantes nas quais vivemos, neste momento de crise geral, são vividas com maior força e harmonia com a ajuda da Meditação. Mas o que é Meditar? Meditar é sobretudo Calar. Calar a mente, os pensamentos automáticos que tem nos dirigido a vida. Calar emoções descontroladas que tomam conta de nós a cada momento. E calando-nos dessa forma, ouvimos e sentimos essa voz interna que nos pede Calma, Tranquilidade, Paz... Quando nos entregamos a esse apelo interno, nosso corpo físico é o primeiro beneficiado, podendo até mesmo ser curado de todos os males com que o sobrecarregamos quando acreditamos que viver em sofrimento e em angústia é nossa única alternativa.

Meditar é dizer sim à Vida, sim ao Coração, sim à Paz, sim à Beleza e à Perfeição. E Meditar também é elevar.

É buscar dentro de nós a nossa verdadeira Natureza, aquela que temos buscado durante toda a nossa vida. A nossa Fonte de Água Viva. Essa única Água capaz de matar essa sede interna que sentimos pela Beleza e pela Perfeição de que somos feitos.

Entre os tantos benefícios que só a meditação pode oferecer, sem dúvida alguma está o desenvolvimento do discernimento. Fazer uma limpeza mental onde percebemos que as tantas vozes interiores nada mais são do que ecos de expectativas alheias que deixamos nos atingir, e que inconscientemente acoplamos em nós como se estivesse partido todo o turbilhão de pensamentos de nós mesmos...mas não é assim. Quando nascemos, somos pequenos Budas sem expectativas alguma, sem ancia de poder, de ser melhor que os outros, de competir como se a vida fosse uma eterna batalha.
Nascemos perfeitos e prontos para aceitar o agora, para comungar com o todo e nos fundir a consciência cósmica. Mas a matrix, a sociedade com todas as suas leis impostas faz de tudo através de todas as formas para nos adequar a ela, para nos ajustar a um modelo de pensamento e ação. Tudo o que é aprisionante é imposto, seja através da moda, da música, de um modo de pensar, da mídia, religiões e etc.,


Samadhi-  o estado final de meditação, de Pura Consciência, Iluminção ou Saúde Perfeita.

O yoga clássico é dividido em sete linhas:
Hatha yoga, Karma yoga, Jnana yoga, Bhakti yoga, Mantra yoga, Tantra yoga e Raja yoga.

O Tantra Yoga propõe a libertação das amarras mentais que o mundo ilusório insiste em nos acorrentar e a meditação como ponto fundamental de mudança, deve ser o objetivo. A maioria de nós quase sempre somos guiados, dominados por nossos pensamentos ou sentimentos. Segue-se que tendemos a pensar que somos esses pensamentos e sentimentos. Meditação é um estado de simplesmente ser, apenas pura experiência, sem nenhuma interferência do corpo ou da mente. É um estado natural mas que esquecemos como acessá-lo.